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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

É sempre assim!

O ANARQUISTA QUE HÁ EM MIM SE JUNTA COM O INGÊNUO QUE HÁ EM VOCÊ E PROPÕE :
"VAMOS FAZER UMA REPÚBLICA UTÓPICA?". O PRINCÍPIO DA REALIDADE PASSA COM A SIRENE ABERTA, PÁRA E NOS AUTUA EM FLAGRANTE.

Alex Polari

5 comentários:

Multiverse disse...

OK Rhaymer,
aceito sua proposta!

Anônimo disse...

um

Anônimo disse...

É interessante que há uma tendência natural de se implantar a cultura onde se vai.

Você chega a um país logo percebe as diferenças. Estive em Uruguay por dois anos. Incrível o estilo de vida. Aparentemente tudo era parecido. Eu morava no interior,em Florida. As pessoas empacotadas devido ao frio, circulavam de um lado para o outro cada um seguia o seu destino. O meu papel ali era fazer contatos para levar a Palavra de Deus. A primeira barreira foi o idioma. O pessoal falava rápido e eu não sabia nada de espanhol, rs, rs. Entrei para dentro do quarto - gostaria de destacar que o local era como as construções de Ouro Preto. Era um antigo hotel. Ali, agora, era a igreja. O quarto onde eu ia dormir era bem pequeno. Um pouco maior que um banheiro grande. Em baixo do quarto funcionava um basar de roupas usadas. Deitada me pus a ouvir o povo falar. Eu simplesmente não entendia nada - Fá! será que vou conseguir aprender? Rs, rs. O meu líder mandou-nos sair às quatorze horas e só voltar às 19:00h.- Mira que difícl tarefa. Rs, rs. Eu saí empacotada. Enquanto eu caminhava ia pensando: "vou ter que comprar luvas, algo para me aquecer mais... preciso fazer amizades".

Eu era acostumada a evangelizar de dois em dois,mas, ali o trabalho era sozinha, apesar de sermos oito. Cada um foi para um canto, exceto o líder e sua esposa.

Anônimo disse...

Eu era acostumada a evangelizar de dois em dois,mas, ali o trabalho era sozinha, apesar de sermos oito. Cada um foi para um canto, exceto o líder e sua esposa.

A cidade era pequena. O povo bonito. Eles se vestiam bem. Eu depois percebi que o motivo daquela elegância era, também, porque um dos passa-tempo do povo era ver vitrines. Tinha uma rua principal, a mais larga, onde o comércio funcionava. Ali o povo transitava, paquerava, ia ao cinema, à pizzaria...fazia amizades. Desta maneira acabei conhecendo uma mulher chamada Bubi. Ela estava sentada com a filha de dezeseis anos comia um lanche. Elas eram um pouco acanhadas não pelo temperamento, mas por traumas, fato que descobri depois de um certo tempo de amizade. Algo interessante era a forma deste povo se relacionar. Nos brasileiros pareciamos hipócritas. vou explicar, é natural nos recebermos as pessoas em nossa casa mesmo fora de hora e tratarmos sem transparecer que chegaram numa hora difícil para nós. No caso dos uruguaios eles são transparentes, rs,rs.

Anônimo disse...

Certa vez fui com uma Uruguaia fazer uma visita. Ao chegarmos à casa ela perguntou à amiga se molestava recebernos naquele momento. Rs, rs... A jovem disse:" si ahora me molestan volvei después. Rs, rs "Que era aquilo! rs, rs... que verguença. donde voy a poner me cara"? rs, rs... pensei. Nossa esta foi uma das primeiras experiência. Uma outra situação. Eu havia feito amizade com uma jovem na praça. Daí ela me deu o endereço da casa dela, para visitá-la. Eu fui fiquei lá até as 23:00h, daí decidi ir para minha casa. Ela, sua irmã mais velha, e as amigas dela decidiram levar-me em casa - a cidade era pequena do tamanho de um bairro. Assim que chegamos em casa convidei-as para entrar. Aqui no Brasil isto é comum. A pessoa convidada fala que um outro dia volta para visitar. Elas me disseram: rs, rs " si como no, bamos ticas" rs, rs - Eu estava cançada, com sono pois levantámos muito cedo. daí, elas entraram e ficaram até duas horas da madruga em meu apartamento batendo papo - neste tempo já tinha saido do hotel(igreja). Desta maneira fui percebendo as diferenças. Comida quando era oferecido o povo dizia sim ou não. Aqui, no Brasil agente na terceira vez talves a gente recebe, rs, rs É neste momento que a gente começa a comparar e verificar as diferenças. É preciso se contextualizar! Pois não existe cultura ruim ou boa, melhor ou pior, sincero ou hipocrita... Existe pontos de vista diferentes. Nos brasileiros queremos ser agradáveis atuando da maneira que pensamos que é certo. Aprendemos inconsciêntemente isto. Precisamos nos esvaziarmos de nós mesmos para conseguirmos permanecer numa cultura distinta, para não afogarmos num choque cultural. Aprender a aprender! É interessante porque numa outra cultura a gente não sabe. Temos que aprender tudo. Até palavras do nosso idioma que aqui são verbos lá são palavrões. É preciso muita humildade, paciência, humor... Porque somos tratados como uma criança que está aprendendo coisas básicas. Pra você ter uma idéia até no mercado você aprende que não pode escolher nada. Você pega e leva. Aqui no Brasil você pega, aperta...rs, rs. Portanto, não adianta querer implantar a sua cultura. As pessoas com quem eu fiz amizades ficaram meio brasileiras, por causa da amizade a gente passa sem palavras o nosso país, e vise-versa. Rs.