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domingo, 29 de abril de 2018

Miguel Gontijo falava sobre sobre sua exposição, em 2008, "Círculo Vicioso (2008):

"O que represento são profanações, pois não há nada que se torne público sem ter sido profanado. (...) Nada mais tem critério de verdade ou de objetividade, mas uma escala de verossimilhança.".
"(...) Comungo com a teoria de que a vida é cíclica. Estamos presos à lei do eterno retorno. O que é sagrada hoje deixa de ser amanhã e vice-versa. A cultura não é estanque e a beleza da arte é esse questionamento de valores, a proposta de novos caminhos e desvios. Arte é antes de tudo audácia, coragem para chutar o balde, profanar o status quo vigente. É a falta de regras, é transposição, é transgressão de limites" 

Fragmento da entrevista concedida ao Suplemento Literário - Julho/Agosto de 2017


sexta-feira, 27 de abril de 2018

"Na verdade o tempo não existe. É apenas uma variável da alma"

Padre Roberto Salus - Personagem do filme As Confissões
Direção: Roberto Andò





"Termina sempre assim, com a morte. Mas primeiro havia a vida. Escondida sob o blá, blá, blá...
Está tudo sedimentado sob o falatório e os rumores. O silêncio e o sentimento. A emoção e o medo.
Os insignificantes, inconstantes lampejos de beleza. Depois a miséria desgraçada e o homem miserável.
Tudo sepultado sob a capa do embaraço de estar no mundo! Blá, blá, blá...
O outro lado é o outro lado...Eu não vivo do outro lado.
No fundo é apenas uma ilusão.
Sim, é apenas uma ilusão.".
Jep Gampadella - personagem de Toni Servilho em A Grande Beleza.
Filme de Paolo Sorrentino

A história de um jornalista já idoso, que amargamente relembra sua apaixonada e perdida juventude. Em Roma, durante o verão, o escritor Jep Gambardella (Toni Servillo) reflete sobre sua vida. Ele tem 65 anos de idade, e desde o grande sucesso do romance O Aparelho Humano, escrito décadas atrás, ele não concluiu nenhum outro livro. Desde então, a vida de Jep se passa entre as festas da alta sociedade, os luxos e privilégios de sua fama. Quando se lembra de um amor inocente da sua juventude, Jep cria forças para mudar sua vida, e talvez voltar a escrever.

http://filmescult.com.br/

quinta-feira, 26 de abril de 2018

"De Fellini gosto do grotesco, do sutil, da elegância. De Greenaway fica em mim o "sujo" e a sobreposição de imagens.

Miguel Gontijo - artista plástico
Entrevista ao Suplemento - Jul/Ago de 2017
"Não podemos colocar a arte no mesmo patamar da vida"




 
Já faz muito tempo.
Achava que esse blog estava perdido nas profundezas do ciberespaço.
Ei que o encontro de novo.

Hora de remodelar e continuar o achado arqueológico, sem a relevância desse qualificativo, é claro!

Simbora !!
RLC