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sábado, 15 de agosto de 2009

A História das Coisas

Vídeo com animação bastante difundido na rede, que mostra o que está por tráz das relações de produção e consumo de bens com muito valor tecnológico agregado. Cadeia de produção, descartabilidade, Resiliência Planetária, lixo, meio ambiente e comportamento do consumidor são assuntos discutidos na narrativa nervosa da narradora.

Fico pensando que a internet está saturada de mensagens, vídeos e imagens tratando do tema 'Meio Ambiente', formas de concientização, ameaças aterrorizantes e dados cada vez mais partilhados por comunidades que promovem a questão da sustentabilidade, ou sua falácia. No entanto, partir disso para a ação efetiva por parte dos governos e sociedade é uma outra etapa ainda longe de acontecer de forma satisfatória. A consciência crítica precisa se aliar á ação política.

Apocalíptico ou não, esse tipo de mensagem nos leva a pensar sobre o tipo de civilização que construímos. Será que vamos ter combustível para voltar da viagem enlouquecida que iniciamos na estrada do consumo? Veja e julgue você mesmo.

Rhaymer L. Campelo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

E t h o s

"Todo ato de tomar a palavra implica a construção de uma imagem de si. Para tanto, não é necessário que o locutor faça seu auto-retrato, detalhe sua qualidades nem mesmo que fale explicitamente de si. Seu estilo, suas competências linguísticas e enciclopédicas, suas crenças implícitas são suficientes para construir uma representação de sua pessoa. Assim, deliberadamente ou não, o locutor efetua em seu discurso uma apresentação de si. Que a maneira de dizer induz a uma imagem que facilita, ou mesmo condiciona a boa realização do projeto, é algo que ninguém pode ignorar sem arcar com as consequências. As entrevistas que determinam a escolha de um candidato para um cargo, os comícios eleitorais, as relações de sedução, todas as declarações em que a imagem do locutor implica riscos concretos, vêm nos lembrar desse fato. A apresentação de si não se limita a uma técnica aprendida, a um artifício: ela se efetua, frequentemente, à revelia dos parceiros, nas trocas verbais mais corriqueiras e mais pessoais. Parte central do debate público ou da negociação comercial, ela também participa dos diálogos entre professor e alunos, das reuniões de condomínios, da conversa entre amigos, da relação amorosa".
Ruth Amossy - Professora na Universidade de Tel-Aviv.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Entrevista Idelber Avelar - AI5 Digital
Um esclarecimento completo para compreendermos a anomalia do projeto do Senador Eduardo Azeredo

Será que estamos vivendo o início de uma era 'Orwelliana', onde o controle e o cerceamento da liberdade começa a se erigir com o pretexto moralista da proteção da sociedade?
Clique: http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=605
Rhaymer L. Campelo

sábado, 18 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A boy, a Wall and a Donkey

Genial o curta do diretor Hany Abu Assad, selecionado pelo projeto "Stories on Human Rights".

Hany Abu Assad é um cineasta holandês de origem palestina. Ficou mundialmente conhecido em 2005 pelo filme Paradise Now que relata a história de dois jovens palestinos que se preparam para o suicídio em atentados em Israel.

Em 2008 se comemorou 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos com um filme composto por 22 curtas de aproximadamente 3 minutos cada, criados e produzidos por cineastas que contavam histórias baseadas nos ideais da Declaração dos Direitos Humanos e relacionados com cultura, desenvolvimento, dignidade, justiça, etc. "A boy, a Wall and a Donkey" fez parte de um dos 22 curtas.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Muto - Animação em Grafite

Com mais 4,5 milhões de acessos no YouTube, o vídeo Muto, do artista de rua Blu (Argentina), mostra como é possível, através de animação stop-motion, ir muito além do grafite convencional.

Com uma temática bastante psicodélica, o artista utiliza os espaços públicos para criar monstros e criaturas surreais que vão tomando conta de muros, espaços abandonados e até mesmo atropelando outros muros já grafitados.

Mais informações sobre o trabalho de Blu, acesse o site do artista aqui.

MUTO a wall-painted animation by BLU.



Ficha Técnica

Produzido em Buenos Aires e em Baden (fantoche)
Música: Andrea Martignoni
Produção: Mercurio Film
Assistente: Sibe

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Da preguiça como método
de trabalho

Antigamente e agora
Antigamente, era preciso virar todos os retratos dos nossos antepassados contra a parede, para não continuarem espiando a gente.Espiando ou espionando, nunca se sabe... Mas agora, alheios a tudo o mais, eles ficam olhando juntamente conosco, noite adentro
,
as intermináveis novelas da TV. Mario Quintana
"Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos." LESSING
"Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora. Em vez de reagir contra esta aberração mental, os padres, os economistas, os moralistas sacrossantificaram o trabalho. Homens cegos e limitados, quiseram ser mais sábios do que o seu Deus; homens fracos e desprezíveis, quiseram reabilitar aquilo que o seu Deus amaldiçoara. Eu, que não confesso ser cristão, economista e moralista, recuso admitir os seus juízos como os do seu Deus; recuso admitir os sermões da sua moral religiosa, econômica, livre-pensadora, face às terríveis conseqüências do trabalho na sociedade capitalista". (Paul Lafargue)

Bom, pessoal! Essa é apenas uma provocação que remete a algumas leituras que ando fazendo no campo da Sociologia do Trabalho. Usei um trecho do livro "Da preguiça como Método de Trabalho", do célebre Mario Quintana e um artigo de Paul Lafargue (O Direito à Preguiça). Não sou contra o trabalho. Sou desconfiado, intelectualmente, da cosmovisão imanente que o mesmo adquire na sociedade pautada pelo capitalismo de mercado. Acho que todos vão inferir isso das postagens presentes no blog, principalmente os caros amigos versados em Análise do Discurso.
Não tem problema! Tenho mesmo uma 'questão' mal resolvida com essa coisa chamada trabalho. E para ficar bem claro, o contrário do trabalho não é ficar desempregado. É o anti-trabalho, ou seja, o anti-enfado, canseira, etc. Anti-trabalho significa criação, fruição, contemplação, que poucos têm o privilégio de associar ao próprio trabalho ou emprego. Os mortais apenas se arrastam dia a dia num continum de sofrimento inescapável, sublimado nos happy hours ou nos boicotes crônicos do trabalho durante o expediente.
Mas a civilização moderna está assentada sob o trabalho. O Homem se torna apenas uma peça de engrenagem da máquina ? Sei lá! Não se pode afirmar muita coisa hoje em dia dada a fugacidade das verdades cada vez mais provisórias".

Quem se interessar pela 'neura' desse tema, pode começar como eu: dando uma "cubada", como se dizia na minha época de adolescência, na obra do Sociólogo francês Cristopher Dejours, principalmente em "A Banalização da Injustiça Social", "Psicodinâmica do Trabalho" e a "Loucura do Trabalho". Se não resolver, pelo menos explica um pouco. A explicação já é uma espécie de libertação.
Rhaymer L. Campelo

sábado, 30 de maio de 2009

aTIVISMO dIGITAL
"Prion" da realidade I

Estamos vivendo, possivelmente, a era mais paradoxal da história da humanidade: enquanto avançam de um lado a velocidade tecnológica e o acesso à informação, amplia-se de outro a cantilena que mais se ouve ultimamente: "isso ou aquilo não está funcionando". Empresas que se apresentavam como verdadeiros baluartes da solidez capitalista implodem perante nossos olhos num efeito de hipnotizante dominó. Crenças, conceitos, ideologias, relacionamentos, instituições, métodos, ferramentas, CEOs, CFOs, COOs e Chairmen of Boards são, de repente, trocados e descartados como copinhos de plástico sob a alegação de que não funcionam. Na ânsia psicótica de acertar a qualquer preço, indivíduos, corporações e sistemas inteiros afundam como bambis capturados em areias movediças. (Cristina Carvalho Pinto - sócia-presidente do Grupo Full Jazz de Comunicação)
Leia a continuação desse texto no site da Novae: http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1286

domingo, 17 de maio de 2009

Estelionato Semântico
DITABRANDA ? Como assim?

Esse Blog pretende humildemente analisar algumas assertivas da chamada "midiazona" no que se refere à imposição e ao controle ideológico dos fatos e contra o malabarismo semântico que a mesma, historicamente, pratica em prol dos interesses do grande Capital.
Ecoou nos meios digitais um estranhamento a um editorial da Folha de São Paulo que, em uma de suas tiragens de Fevereiro de 2009, denominou como "Ditabranda" o Regime Militar instaurado em 1964.
Foi uma indigestão das bravas! O vocábulo, junção de duas palavras tão desinteressadas (dita + branda), termo inaugurado pelo ditador chileno Augusto Pinochet, mal chegou a atingir o estômago já sofrido dos remanescentes do período da ditadura e nos cidadãos esclarescidos e já causava um significativo mau-estar.
Uma manifestação em frente à sede do jornalão foi montada no dia 7 de Março por uma multidão indignada com o destempero da Folha, que já apontava um namoro, mesmo que inconsistente, com os ideiais direitistas e neoliberais desde o início da década liberal iniciada com Fernando Henrique Cardoso em 1994.
A Revista Caros Amigos chegou a relacionar alguns colaboradores do jornal, intelectuais, professores e jornalistas, compromissados em montar um esquema de revisionamento das percepções do que foi o período mais sangrento da história política e social brasileira: A DITADURA. diga-se com todas as letras. Também procurou retratar dois intelectuais que, na ocasião da reportagem, teceram comentários não muito amigáveis ao jornal sobre as implicações do termo "ditabranda" : O jurista Fábio Konder Comparato e a historiadora Maria Victória Benevides, ambos da USP. A FSP prontamente tratou de repudiar e criticar a declaração dos dois, dizendo que os mesmos apoiavam as formas ditatoriais de Cuba e Venezuela.
Essa estratégia de manipulação semântica nos faz lembrar o "Duplipensar" de George Orwell em 1984, que consistia em declarar uma suposta proposição ou verdade e, logo em seguida, contradizê-la, num jogo de palavras e ideias capaz de gerar alguns efeitos cognitivos: manipulação da memória, cegueira da percepção, embotamento intelectual e falta de senso histórico. Mas não será mesmo essa a estratégia da grande mídia que, mesmo trazendo "esclarecimentos" históricos em sua páginas, pratica o que se denomina de Relativismo Histórico. Esse relativismo, essa tentativa de revisão histórica está permeada de interesses políticos e ideológicos.
No momento em que a América latina apresenta um boom de ideais esquerdistas, pautados por movimentos sociais e até econômicos, posicionamentos políticos contra o imperialismo estadudinense e a visível saturação de um modelo de produção econômica baseados na exploração e acumulação do capital, era de esperar que os porta-vozes da Direita mostrassem suas "azinhas" contra a ameaça que se apresenta. No caso da FSP, o interesse sempre foi comercial. No Regime Militar usou a Folha da Tarde, jornal integrante do sistema, como propaganda de repressão aos subversivos que praticavam atos de resistência ao regime, como Frei Beto, que trabalhou no jornal e membros de organizações como a ALN (Aliança Libertadora Nacional) e o MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes). Na abertura política da Diretas Já, tratou de remodelar seu discurso para atender às aspirações dos novos consumidores de informação do novo cenário democrático. De lá pra cá vem se identificando com as idéias neoliberais manifestadas vez ou outra nas críticas contra o Governo e as tendências de esquerdização em alguns países latinos.
Toda essa celeuma ganha fôlego com as críticas do jornal aos professores da USP, que foram acusados de defender os "regimes" socialistas de Cuba e da Venezuela de Hugo Chaves e, segundo a Folha, regimes ditatoriais nos moldes do militarismo brasileiro de outrora. A reação é desinformada, na razão que o próprio professor Konder, no mesmo painel do leitor da Folha onde foi publicado o editorial em questão, já havia manifestado críticas ao regime de Fidel Castro, segundo a Revista Caros Amigos.
Interessante notar a reação nos meios digitais, blogs e sites ligados à livre imprensa, fora do circuito da grande mídia. Num momento indeterminado de consciência coletiva gerado pela fagulha de reação ao termo infeliz praticado pelo jornal, uma centena de blogs interligados e mesmo a televisão, em programas de massa, já haviam estranhado ou tentavam explicar o efeito de sentido que termo produzia.
Segundo alguns analistas, a "ditabranda" da FSP exemplifica uma estratégia política no âmbito dos meios de comunicação que tem como finalidade preparar um futuro movimento reacionário nos seguintes moldes: Dado as tendências e programas socializantes experimentados no Cone Sul, desde o Paraguai, passando pela Bolívia, Venezuela, Brasil (menos), até a eleição de um negro nos EUA, caso houvesse uma retomada política da direita nesses países, um possivel enfretamento seria justificado, no qual poderia até culminar em repressão armada, aos olhos já preparados dessa geração. Trocando em miúdos: seria uma nova ditabranda necessária, como foi a do passado.
A midiazona, voz da elite dominante, reinterpreta o passado, tentando construir um futuro ao seu gosto. D u p l i p e n s a r . . .
Rhaymer Lisboa Campelo
Para saber mais, veja:

terça-feira, 12 de maio de 2009

Meu Morro... Meu Olhar

Arte + Inclusão Social
Nasce um projeto que merece aplausos... e também muito envolvimento!
Com a iniciativa da professora bolsista do Programa Escola Integrada da Prefeitura de Belo Horizonte, Aline Guerra, e o fotógrafo Jorge Quintão, crianças de uma comuinidade carente de BH tem agora uma oportunidade muito bonita de vivenciar a realidade de onde vivem por meio da arte fotográfica. A garotada tem aulas de fotografia e depois saem pelas ruas registrando o que veem, num exercício de cidadania por meio das artes plásticas. Veja as fotos a todas as informações no site.

"Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração" Henri Cartier Bresson

Peço permisssão do site para reproduzir aqui um trecho da apresentação que retrata bem os objetivos do Projeto:

Outra questão era “reeducar” o olhar das crianças, para que pudessem ver sua comunidade com outros olhos e para que fizessem um registro daquilo que lhes parecesse interessante. Assim, os alunos fariam uma análise de seus conceitos em relação à fotografia e mudariam de meros receptores de conteúdos para indivíduos críticos, fruidores e produtores de imagens. Entenderiam que fazer fotografia não é apenas apertar o disparador: é preciso haver sensibilidade, registrando um momento único, singular. Entenderiam que o fotógrafo recria o mundo externo por meio da realidade estética.

http://www.olharcoletivo.com.br/

terça-feira, 5 de maio de 2009

HAL 9000 Eye

Caros Amigos,
Um blog que se aventura em tratar de assuntos ligados à tecnologia e a linguagem não poderia deixar de citar alguns ícones cibernéticos que o cinema consagrou. Para começar, um dos mais lendários computadores, ou supercomputador, como os seus pares costumam denominar, o elegante e ao mesmo tempo assustador HAL 9000.
O conflito entre a máquina e o homem sempre esteve presente na 7ª arte. Metrópolis, Guerra dos Mundos, Jornadas e Guerras nas Estrelas, Proteus, 1984, Aliens, O Homem Bicentenário, IA, Minority Report, etc, só pra citar alguns, privilegiando os clássicos, é claro! No entanto, nenhum deles foi tão universal no tratamento da questão quanto a bela e enigmática narrativa visual que Stanley KubriK em 2001, Uma Odisséia no Espaço conseguiu imprimir em nosso imaginário.
(Produzindo esse texto..aguardem)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Pierre Lévy

TECNOLOGIAS INTELECTUAIS E MODOS DE CONHECER: NÓS SOMOS O TEXTO *
O que acontece quando lemos ou escutamos um texto? Em primeiro lugar, o texto é perfurado, ocultado, permeado de brancos. São as palavras, os pedaços de frases que não ouvimos (não só no sentido perceptivo, mas também intelectual do termo). São os fragmentos de texto os quais não compreendemos, não tomamos em conjunto, não reunimos uns aos outros, negligenciamos. Paradoxalmente, ler, escutar, é começar por negligenciar, por não ler ou desligar o texto.
Ao mesmo tempo em que rasgamos o texto pela leitura, nós o ferimos. Nós o recolocamos sobre ele mesmo. Nós relacionamos, umas às outras, as passagens que se correspondem. Os pedaços dispersos sobre a superfície das páginas ou na linearidade do discurso, nós os costuramos em conjunto: ler um texto é reencontrar os gestos textuais que lhe deram seu nome.
As passagens do texto estabelecem virtualmente uma correspondência, quase uma atividade epistolar que nós, bem ou mal, atualizamos, seguindo ou não, aliás, as instruções do autor. Produtores do texto, viajamos de um lado a outro do espaço de sentido, apoiando-nos no sistema de referência e de pontos, os quais o autor, o editor, o tipógrafo balizaram. Podemos, entretanto, desobedecer às instruções, tomar caminhos transversais, produzir dobras interditas, nós de redes secretos, clandestinos, fazer emergir outras geografias semânticas.

domingo, 3 de maio de 2009

"Minha vida é esta: subir a Bahia..." Rômulo Paes.

Não lembro quem tirou essa foto lá no Café Benza oh Deus, Rua da Bahia, naquela tarde ensolarada de março, mas que ficou uma beleza, ficou . À primeira vista nem parece fotografia. Parece um ato de pura sorte de alguem bem intecionado com a máquina. No entanto ela simboliza um momento único, um devir íntimo de dissipações de idéias. Instantes dificeis de se reproduzirem outra vez. Era aniversário de R, mas nem era esse o motivo de se estar ali. Tudo foi casualmente uma conjugação de vontades!
Lucélia Campos
Rhaymer L. Campelo
G6, L..... momentos de inspiração e elucubrações!

Quem vai pagar por isso?

Quem vai pagar o pato, pegar a puta, subornar de novo um pita? Quem vai? Quem paga? A crise do capitalismo americano, chinês e russo e a crise de gota do meu vizinho pinguço? Quem paga e quem deve? Quem é que deve e não treme? Quem foi que matou o trema? Quem esqueceu de desmontar todo o esquema? O esquema da grana que vai pra Suíça, o esquema do Dunga que enche linguiça, o esquema que finge que existe justiça? Quem? Quem paga pra ver? E pra olhar pro outro lado? Quem elege o pior cego? Quem suborna o teu ego? Quem pendura tua alma no prego? Quem?
Alguém. Ah, alguém sempre fatura com a hora do pendura, alguém sempre acha graça bem no meio da desgraça, alguém sempre acelera quando você grita "espera!", alguém sempre traz a cruz quando aparece um jesus. Mas quem? Que nome tem? De onde vem? Quem te dá o resultado do exame? Quem te salva da biópsia e da sequela do derrame? Quem te dá anestesia? A novela de cada dia? Quem bebe a água benta e vende a pia? Quem? Quem surrupiou os centavos? Quem mudou Davos em Devos? Quem quer dar o golpe nos evos? Que ivos sumiram com as uvas? Na estrada de Santiago, onde foram parar as curvas?
Onde? onde se escondem meu futuro, teu sucesso? O saldo bancário dos líderes do congresso? E para onde vamos? Pro aquecimento global ou pro esquecimento total? Paris ou piscinão de Ramos? Depende do que somos? Somos europeus ou imigrantes africanos? Entramos pela frente ou entramos pelos canos, pelos guantánamos? Somos insanos ou somos insones? Fomos convidados pro casamento da Rosa de Luxemburgo com o Indiana Jones? Tudo com patrocínio das sonys? Tudo, tudo vale a pena se a arma não é pequena? Vale a pena invadir o Ceasa, hipotecar a tua casa, pisar na faixa de Gaza? Afinal, para onde vamos, aos trancos e barrancos? E quem é que roubou mais, o cheque sem fundo ou o dono do banco? Mas quem, quem vai pagar por isso? Chouriço?

(César Cardoso é escritor de conversa fiada - Texto publicado na Edição de Março de 2009 da Revista Caros Amigos)
Guto Lacaz

No estúdio de Guto Lacaz, 50, é possível encontrar artes-finais de logotipos em paste-up. Seus projetos conservam o charme de quem aprendeu a pensar com lápis e papel, sem perder a qualidade técnica e a precisão que os trabalhos gráficos têm atualmente. Guto Lacaz é paulistano e formou-se em arquitetura, em 1974, pela Faculdade de Arquitetura de São José dos Campos. Começou a vida profissional fazendo ilustrações para o Jornal da Tarde paulistano e editoras de livros. Ostenta dois prêmios Abril de Jornalismo em Ilustração. Os primeiros projetos de Lacaz aconteceram de forma lenta e quase amadora: “Eu tinha alguns amigos que estavam montando empresas e fui fazer o logotipo para eles”.
(texto de introdução retirado do site do artista plástico na parte Graphics - Apresentação: http://www.gutolacaz.com.br/
Os desenhos e trabalhos de Guto Lacaz trazem a marca da crítica social numa linguagem recheada de humor e ironia. Com traço minimalista o autor procura retratar o cotidiano do homem urbano e suas contradições. Seu discurso cruza o terreno da ciência e da técnica, muitas vezes construindo máquinas paradoxais que nos remetem à idéia do mito da produtividade e do colapso das sociedades industriais , além das questões midiáticas que estão na ordem do dia do homem pós-moderno. O outro lado e certamente o mote da obra do autor é o homem, sempre em confronto consigo mesmo e com a realidade contundente e inescapável de sua existência.
Parte da obra de Guto Lacaz é veiculada também na Revista Caros Amigos.
Rhaymer L. Campelo

terça-feira, 28 de abril de 2009

Manipulação de Massa - "A massa discute a manipulação da mí­dia?"

Achei esse documentário na web e resolvi colocar aqui, por sugestão do Rhaymer, pra levantar algumas questões. O vídeo foi produzido em Belo Horizonte é um ensaio experimental sobre opiniões de populares em relação à influência dos grandes meios de comunicação.



Deixo uma questão que me incomoda: se sabemos que as mídias nos manipulam e direcionam nossas opiniões, porque não as utilizamos também a nosso favor? Porque não utilizamos a Internet, por exemplo, a nosso favor?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Foto Ativismo - 28 Millimètres

Essa semana me deparei com o trabalho fantástico do fotógrafo e ativista JR, que criou o projeto 28 Millimètres, nome inspirado no formato de lente usada em seus ensaios.

Dividido em três partes, o projeto rendeu um livro, várias exposições e muita discussão.

A primeira parte, denominada “Portrait of a Generation”, retrata os guetos franceses com fotos debochadas de uma geração de jovens que não conhecem o tão famoso glamour de Paris, por serem socialmente excluídos.




A segunda parte do projeto, “Face 2 Face”, retrata o Oriente Médio e mexe com a questão religiosa, colocando lado a lado, israelenses e palestinos em reproduções de fotografias coladas no Muro da Palestina.

A terceira etapa retrata a mulher, vítima de repressões e foi produzida em países da África e no Brasil, mais especificamente na Favela da Providência, Rio de Janeiro. JR expõe suas imagens nas ruas, coladas como lambe-lambe e geralmente em grandes formatos. Assim como o grafite, ele se apropria e transforma o espaço comum em sua galeria, onde, finalmente, todos têm a oportunidade de acesso à arte e à reflexão.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Foto G6

Reunião de "negócios" do G6 em um café na Rua da Bahia em Belo Horizonte, reduto da antiga Boemia da capital mineira. Nesse encontro estávamos discutindo a criação de um sitio de discussão nos campos da educação, linguagem e tecnologia que brevemente estará disponível na Internet.