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quarta-feira, 25 de março de 2015

Avaliação na cibercultura

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1.    INTRODUÇÃO
Uma das características da Educação a Distância, é o maior controle do aprendente em relação a sua aprendizagem, a administração de seu tempo e a organização de seu ritmo de estudo. Porém, como bem assevera Peters (2001), essa autonomia tem restrições, entre elas "... a utilização de exames pré-estabelecidos pela instituição educacional e operacionalizada pelos docentes".  Toda pratica educativa é processual, e inserido nesse processo está o componente avaliativo. Na cibercultura, por suas peculiaridades, todas as dimensões avaliativas podem ser abordadas, contudo, umas correspondem melhor, não só as expectativas dos professores e instituições, mas principalmente as expectativas dos aprendentes, principalmente aquelas onde o feedback é objetivo, imediato e construtivo.
2.    AVALIANDO NA CIBERCULTURA
O que é cibercultura? Segundo o site Wikipédia cibercultura é: "...a cultura contemporânea fortemente marcada pelas tecnologias digitais.. ...a cultura e as novas tecnologias de base micro-eletrônicas graças à convergência das telecomunicações com a informática." Ou seja,. é através da cibercultura que a EAD toma corpo, desenvolve-se como produtor de saberes. Podemos fazer uma simples analogia, onde a cibercultura é uma espécie aldeia, e a EAD, umas das tendas que nela se encontram.
Seríamos capazes de identificar e dar significado aos diversos tipos de avaliações a que somos submetidos? Antes teríamos que compreender o que querem avaliar em nós.
 Observando com mais atenção, percebemos que somos avaliados a cada momento, na cibercultura a avaliação é contínua, e nela, é que se dispõe de três importantes classes de avaliação, são elas: a Diagnóstica, a Formativa e a Somativa. Essa classificação foi proposta por Bloon(2001) :
  • Diagnóstica: ocorre em dois momentos diferentes: antes e durante o processo de instrução
  • Formativa: ocorre durante o processo de instrução; inclui todos os conteúdos importantes de uma etapa da instrução.
  • Somativa: ocorre ao final da instrução com a finalidade de verificar o que o aluno efetivamente aprendeu.
     Então vamos analisar como somos avaliados na cibercultura, contextualizando os conceitos acima? Comecemos então pela Diagnóstica, se todos lembram, no início do curso, todas as disciplinas nos questionaram, através dos fóruns de discussão, sobre as expectativas com relação ao curso, sobre nossas experiências nas diversas áreas do conhecimento, que conceitos tínhamos construído sobre certos descritores, etc. Ou seja, fomos sondados. De forma mais perceptível ocorre com a avaliação Formativa, os questionários, os desafios, os fóruns "pontuados", etc. tem profundo caráter analítico, pois ela oferece subsídios para uma verificação mais criteriosa do processo de aprendizagem.. Finalmente nos deparamos com a avaliação Somativa, basicamente a identificamos como sendo as avaliações presenciais, o que parece um paradoxo, já que estamos falando de cibercultura, o que a princípio deveria excluir essa modalidade de avaliação, porém ela faz parte do escopo avaliativo da EAD, em nas diferentes plataformas:  CyberQ, Carnegie, WebCT, TopClass, ClassNet, AulaNet,  etc.  A grande descoberta avaliativa na EAD, para o aprendente é o feedback, a qualidade dessa ferramenta nos diz com muita clareza se estamos sendo bem avaliados ou não, pois é a partir dela que o professor nos aponta com clareza, ou não, quais nossas maiores fragilidades e potencialidades. Nele, também, o corpo docente envolvido no processo se auto-avalia, podendo rever posturas, otimizando outras ou repeti-las ao longo do curso. A diferença dofeedback na cibercultura, está em sua velocidade e interação, sua flexibilidade e conduta autômona. Tornando-se assim um elemento facilitador da aprendizagem, do que simplesmente, mais um instrumento rígido de justificação de resultados
3.    CONSIDERAÇÕES FINAIS
            Temos que nos conscientizar que somos avaliados a todo momento: a cada acesso, a cada postagem nossa postura colaborativa, nossa prática de leitura e escrita, a qualidade de fundamentação de nossas argumentações, a precisão e velocidade de respostas nos questionários online, etc. O diferencial está no uso do feedback a nosso favor, e a clareza que não estamos numa acirrada competição, mas sim na construção coletiva de uma realização aparentemente pessoal.
REFERÊNCIAS
ENGUITA, Mário - Artigo da Publicação Raízes e Asas n. 8. São Paulo: CENPEC, 1995  p. 23
KRAEMER, Maria Elizabeth Pereira – A Avaliação da Aprendizagem como processo Construtivo de Um Novo Fazer. - 2005 – Extraído do Site: http://www.gestiopolis.com/Canales4/rrhh/aprendizagem.htm#mas-autor
Trilhas do Arendente - Volume 1 / Edna Gusmao de Góes Brennand, Sílvio José Rossi (Organizadores). Joao Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2009, p. 31, 33, 156.

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