Não lembro quem tirou essa foto lá no Café Benza oh Deus, Rua da Bahia, naquela tarde ensolarada de março, mas que ficou uma beleza, ficou . À primeira vista nem parece fotografia. Parece um ato de pura sorte de alguem bem intecionado com a máquina. No entanto ela simboliza um momento único, um devir íntimo de dissipações de idéias. Instantes dificeis de se reproduzirem outra vez. Era aniversário de R, mas nem era esse o motivo de se estar ali. Tudo foi casualmente uma conjugação de vontades!
Lucélia Campos
Rhaymer L. Campelo
2 comentários:
Que lindo! É raro muito raro alguém com esta sencibilidade de não ver o defeito primeiro, mas enxergar a beleza de um todo! Que lindo precisamos encontrar mais pessoas com este perfil, que não busca o perfeccionista, mas procura valorizar os motivos, o contexto, o momento, o estado de espírito... É muito lindo isto.
E interessante a questão de se avaliar uma arte no seu todo. Estive morando em um imóvel cujas características se parecido com os hotéis da cidade de Ouro Preto. Vou descrever um pouco do espaço físico como era: veja bem era uma área quadrada, no hall da entrada tinha do lado esquerdo um quarto grande, após o hall tinha três grandes salas, a sala do meio era a igreja , a igreja ficava entre duas salas, a última sala era a copa; partindo da primeira sala à sua esquerda você tem três quartos, sendo que, antes de chegar no último quarto, dois banheiros um masculino e o outro feminino, o último quarto fazia divisa com a copa; voltando novamente para a primeira sala à sua direita, dois quartos, um pequeno quarto num pequeno pavimento de cima – ali foi o meu quarto por uma espaço de tempo - a igreja, a copa, o quintal e a cozinha Então você tinha acesso à igreja pela entrada, pelo corredor que ficava em frente aos banheiros e pela copa. Rs.
Chegamos em Uruguay em setembro, cidade de Florida, linda cidade. Havia uma recepção muito linda: muitas homenagens, músicas,... um povo simples, bonito, gente bem vestida, muita comida. No dia seguinte fomos conhecer melhor o lugar onde íamos residir por um tempo. A cidade era como um grande bairro mais movimentado na rua principal. Bicicletas por todos os lados... poucos carros – este foi, também, o nosso primeiro dia de trabalho. Mas as chegar em casa percebi que o local onde estávamos os quartos tinham um aspecto precisando de limpeza. O chão era tábua corrida e me parece que havia muito tempo que não encerava ou nunca tinha sido encerada, as paredes com teias de aranhas bem grandes..., parecia casa de filme de terror. Na noite passada ventava e tinha um pequeno sótão em cima da cozinha cuja porta batia e fazia aquele barulhinho, rs, Decidi que além dos trabalhos de evangelização, eu ia me dedicar à faxina da igreja. Assim fiz por livre espontânea vontade a limpeza nos dois anos que estive lá, no meu dia de folga, segunda-feira. Rs.
No primeiro dia de limpeza pedi ao pastor da igreja, Jason, que me providenciasse artigos de limpeza para começar o trabalho. Ele me pediu que fizesse a lista do que eu ia precisar. Lindo! Ele comprou tudo o que eu pedi e veio uma cera milagrosa, rs, rs, Auto-Brilho Inglesa! Rs, rs Eu não a conhecia! Facilitou muito o meu trabalho. Fazer sozinha a limpeza de um imóvel de onze cômodos, sendo três cômodos d e cerâmica, no dia de folga, não é fácil! Rs, rs. Ficou lindo, cheiroso... tudo brilhava. Daí me aproximei do pastor e lhe disse que seria interessante se convocássemos um mutirão para pintar as paredes, portas... O pastor gostou da idéia. Foi muito bom, pois o trabalho nos fez conhecer melhor o pastor, a igreja e um ao outro. Depois, encontrei numa caixa grande lindos quadros que fui espalhando-os pelas pareces dos cômodos. Porém na igreja eu queria algo mais especial. Falei com meu líder que tal se ele me fizesse um desenho mostrando que o tempo está se acabando que as pessoas precisavam de Jesus – Ele fazia desenhos gráficos - algo assim: dois cones um derramando areia no outro. O meu líder caprichou, desenhou e pintou, mas no final deu uma pequena borrada, rs, Daí ele me trouxe o desenho. Eu o recebi de suas mãos gostei muito. Vi que estava com um defeito, mas percebi que houve muita dedicação. Então eu o elogiei . Colocamos o desenho num lugar destacado da igreja ... Passados quase um ano eu tive uma idéia para melhorar aquele quadro que corrigiria o defeito, daí ele se abriu: - Nem pensar! Aquele dia quando te dei o desenho se você tecesse alguma menção negativa sobre o borrado com certeza eu não ia deixá-lo para por na igreja e nem ia fazer-lhe outro. Rs, rs. É importante valorizarmos o todo, os detalhes fazem muita diferença.Rs
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