Pesquisar este blog

domingo, 16 de janeiro de 2011

Flores ou miséria?

As flores tem cheiro de morte, como preconizava os caras dos Titãs...!


Gershon Knispel, artista plástico de orígem judaica, em sua adolescência conviveu com árabes mulçumanos na Palestina até a ONU delimitar os territórios que culminariam na formação do Estado de Israel. Radicado no Brasil desde 1957, Knispel consolidou sua obra atravez de obras monumentais em paineis e paredes, primeiro a convite de Assis Chateubriand nos Diários Associados, edifício onde agora é a MTV, para depois deixar sua marca em outros pontos importantes do país. Sempre com uma mensagem de paz para a palestina e retratando o sofrimento de "seu povo',mas também o que ele vira no pais que adotara: O Brasil.

Em 1962, num artigo publicado para a Revista Brasiliênse, e logo depois da morte de Cândido Portinari, falou sobre o paralelo da sua obra e à do mestre que alçava vôos até a Europa, onde impressionou até mesmo o Duque de Windsor. No entanto, sua temática era a miséria e o drama humano, coisa de importância secudária para a Europa pós-guerra, e por que não ainda hoje.
artigo:
"Portinari, filho de camponeses, que os anos de infãncia marcaram seus temas tão insistentemente como se o perseguissem, rasga, golpeia com cores, brada com seu pincel e cria nos limites do plano o tremendo conflito humano que sentiu, respirou e viveu"
"... Suas emoções são imediatas, têm uma necessidade latente de criar uma obra genial. O eco de sua juventude repete-se cada vez mais forte, mais marcado, mais vibrante. Desde suas primeiras telas dos jogadores de futebol de Brosdósqui e seus trabalhos posteriores sobre a vida no campo, até os afrescos, nos quais os planos coloridos decorativos se entrelaçam com estilhaços de cor transparente, tudo isso são meios de organização, harmonizando-se com a arquitetura".
"Exposições de Portinari levaram a presença do Brasil a todos os continentes. A repercussão foi enorme. Expôs em Paris na Galeria Charpentier, onde os trabalhos de nosso menino do interior atrairam mesmo o Duque de Windsor, que muito se impressionou com a sua capacidade criadora, mas procurava se afastar dos temas de miséria. O Duque queria flores, mas Portinari respondeu: Flores não, só tenho miséria". (Gershon Knispel).

Knispel escreve mensalmente para a Revista Caros Amigos.

Nenhum comentário: