Gershon Knispel, artista plástico de orígem judaica, em sua adolescência conviveu com árabes mulçumanos na Palestina até a ONU delimitar os territórios que culminariam na formação do Estado de Israel. Radicado no Brasil desde 1957, Knispel consolidou sua obra atravez de obras monumentais em paineis e paredes, primeiro a convite de Assis Chateubriand nos Diários Associados, edifício onde agora é a MTV, para depois deixar sua marca em outros pontos importantes do país. Sempre com uma mensagem de paz para a palestina e retratando o sofrimento de "seu povo',mas também o que ele vira no pais que adotara: O Brasil.
Em 1962, num artigo publicado para a Revista Brasiliênse, e logo depois da morte de Cândido Portinari, falou sobre o paralelo da sua obra e à do mestre que alçava vôos até a Europa, onde impressionou até mesmo o Duque de Windsor. No entanto, sua temática era a miséria e o drama humano, coisa de importância secudária para a Europa pós-guerra, e por que não ainda hoje.
artigo:
"Portinari, filho de camponeses, que os anos de infãncia marcaram seus temas tão insistentemente como se o perseguissem, rasga, golpeia com cores, brada com seu pincel e cria nos limites do plano o tremendo conflito humano que sentiu, respirou e viveu"
"... Suas emoções são imediatas, têm uma necessidade latente de criar uma obra genial. O eco de sua juventude repete-se cada vez mais forte, mais marcado, mais vibrante. Desde suas primeiras telas dos jogadores de futebol de Brosdósqui e seus trabalhos posteriores sobre a vida no campo, até os afrescos, nos quais os planos coloridos decorativos se entrelaçam com estilhaços de cor transparente, tudo isso são meios de organização, harmonizando-se com a arquitetura".
"Exposições de Portinari levaram a presença do Brasil a todos os continentes. A repercussão foi enorme. Expôs em Paris na Galeria Charpentier, onde os trabalhos de nosso menino do interior atrairam mesmo o Duque de Windsor, que muito se impressionou com a sua capacidade criadora, mas procurava se afastar dos temas de miséria. O Duque queria flores, mas Portinari respondeu: Flores não, só tenho miséria". (Gershon Knispel).
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