Essa frase foi proferida pela jornalista estrela Marília Gabriela, atualmente condutora do consagrado programa de entrevistas Roda Viva. Confesso que tive um susto quando vi um ícone da Televisão Comercial trabalhando nuna rede de TV pública, ainda mais se tratando do programa Roda Viva, palco das maiores personalidades do universo da política, economia, cultura e do pensamento em geral. Em suma, um programa nada compatível com a imagem da "Gabi", sempre polêmica, mas com um apelo mais direcionado ao entretenimento do que às idéas.
Mas vamos ao nosso objetivo, a frase. Ela não citou o autor, ou talvês seja apenas a síntese do pensamento de algum escritor ou de uma obra. No entanto me chamou atenção. Ainda mais que o entrevistado da ocasião era o sociólogo Roberto da Matta, intelectual que possui uma inspiradora história de vida, homem de esquerda lúcido, sem utopias, uns dos pensadores mais vívidos de nossa época. Acho que ele estava dizendo algo sobre o ciclo da vida, seus revezes, a sua constante reivenção pelos homens e suas idéias, ou, numa visão marxista, a 'vida' condicionando os homens a reelaborar suas idéias por meio das condições materiais.
O que me fez pensar foi mesmo a possível idéia subjacente á frase. Me fez rever tudo o que sei ou não sei sobre a vida, sobre mim. Em tudo o que estamos envolvidos, irremediavelmente, num drama Kafkiano, que se repete sem cessar, que também se liga ao nome do programa 'Roda Viva" e à música extasiante de Chico Buarque. Estamos envolvidos com quais tipos de condicionamentos? Que tipo de civilização criamos, que consegue erguer do nada uma Dubai, mas não tem recursos (ou vontade) de afastar o nada, a miséria, o sofrimento dos milhões de famintos do planeta?
Uma espécie de compensação psicológica apoderou-se de minha mente ao pensar que, mesmo os mais abastados da terra são escravos, condicionados por alguma coisa, que a liberdade é uma conquista diária, um reiventar da vida, uma superação constante. Como disse Da matta em certa altura da entrevista: "Nossa luta e retomada dos projetos acontece todo dia logo ao acordar". É a unica forma que temos para conquistar a liberdade e viver.
Ainda sim, continuo pensando. Eu, sempre na tentativa de enchergar o real de forma mais clara, por meio das idéias, me satisfaço muitas vezes em ver 'o que é" e deixar a superação, a transformação das coisas, para os homens de ação. Será mesmo que criamos estruturas que nos escravizam de alguma forma, mas ao mesmo tempo foram a concretização de nossa luta pela liberdade e pela vida?
- A Civilização
- A linguagem
- A Cultura
- O Trabalho
- A Religião
- A ciência
- A tecnologia
- Os paradigmas
- As eras
- O mundo
Deixo a pergunta no ar...
Rhaymer L.C
Mas vamos ao nosso objetivo, a frase. Ela não citou o autor, ou talvês seja apenas a síntese do pensamento de algum escritor ou de uma obra. No entanto me chamou atenção. Ainda mais que o entrevistado da ocasião era o sociólogo Roberto da Matta, intelectual que possui uma inspiradora história de vida, homem de esquerda lúcido, sem utopias, uns dos pensadores mais vívidos de nossa época. Acho que ele estava dizendo algo sobre o ciclo da vida, seus revezes, a sua constante reivenção pelos homens e suas idéias, ou, numa visão marxista, a 'vida' condicionando os homens a reelaborar suas idéias por meio das condições materiais.
O que me fez pensar foi mesmo a possível idéia subjacente á frase. Me fez rever tudo o que sei ou não sei sobre a vida, sobre mim. Em tudo o que estamos envolvidos, irremediavelmente, num drama Kafkiano, que se repete sem cessar, que também se liga ao nome do programa 'Roda Viva" e à música extasiante de Chico Buarque. Estamos envolvidos com quais tipos de condicionamentos? Que tipo de civilização criamos, que consegue erguer do nada uma Dubai, mas não tem recursos (ou vontade) de afastar o nada, a miséria, o sofrimento dos milhões de famintos do planeta?
Uma espécie de compensação psicológica apoderou-se de minha mente ao pensar que, mesmo os mais abastados da terra são escravos, condicionados por alguma coisa, que a liberdade é uma conquista diária, um reiventar da vida, uma superação constante. Como disse Da matta em certa altura da entrevista: "Nossa luta e retomada dos projetos acontece todo dia logo ao acordar". É a unica forma que temos para conquistar a liberdade e viver.
Ainda sim, continuo pensando. Eu, sempre na tentativa de enchergar o real de forma mais clara, por meio das idéias, me satisfaço muitas vezes em ver 'o que é" e deixar a superação, a transformação das coisas, para os homens de ação. Será mesmo que criamos estruturas que nos escravizam de alguma forma, mas ao mesmo tempo foram a concretização de nossa luta pela liberdade e pela vida?
- A Civilização
- A linguagem
- A Cultura
- O Trabalho
- A Religião
- A ciência
- A tecnologia
- Os paradigmas
- As eras
- O mundo
Deixo a pergunta no ar...
Rhaymer L.C
Um comentário:
"Somos escravizados por aquilo que criamos". Tudo depende de nossa cosmovisão. É preciso saber o que é ser livre? Dentro daquilo que acreditamos podemos ser livres ou não. Concordo com você que a liberdade é uma conquista diária: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Percebo que a liberdade produz harmonia, paz, alegria... Não está na luta diária para ter ou ser, mas recebe-la a partir de dádivas de Deus, para ter e ser. A liberdade é um bem que só alcançamos em Deus.
Todos que estão sobre a terra buscam a liberdade, porque ela traz sentimentos nobres e contentamento, mas nesta corrida cada momento o indivíduo percebe que falta alguma coisa. Alguém busca no casamento a liberdade, outro busca no esporte radical a liberdade, outro busca no trabalho a liberdade. Busca-se a auto superação, mas chega-se após várias tentativas que a liberdade reside em conhecer a Deus. Ele tem a chave que abre a porta da nossa alma para experimenta-lo. Ele é a resposta para todas as inquietações do homem. Ele tem este lindo presente, a liberdade!
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